por Guilherme Moura (Head de Conteúdo) e
contribuição de Rodrigo Paolucci (CEO) da SambaAds
No fim de julho rolou a VidCon 2015, um dos maiores eventos de vídeo online, que traz a internet para o mundo offline e reúne os principais nomes da indústria, criadores de conteúdo e a comunidade em um só lugar. Nos três dias de evento, quase 20.000 pessoas se voltaram para a cidade de Anaheim, na Califórnia, para debater o futuro do vídeo online, fazer aquele Snapchat com a galera da internet e ficar por dentro das últimas novidades da indústria. Estive por lá, fiz todas estas coisas e mais um pouco, e venho aqui te contar o que vi.
O evento foi criado em 2010 pelos Vlog Brothers (os irmãos Hank e John Green), pensado como uma forma de se aproximarem ainda mais de sua audiência. Uma ideia que permeou diversos painéis desde a primeira fala do John Green, é a de que as companhias precisam cada vez mais se adaptarem às novas e diversas formas de consumo que surgem a todo momento. A distância entre criadores de conteúdo e consumidores é cada vez mais estreitada, e hoje em dia ambos se confundem frequentemente.
A verdade é que ninguém mais quer ler,
seja lá o que for
Se analisarmos o perfil da galera de 18–35 anos, os devices digitais já ultrapassaram a TV como a principal fonte de entretenimento e consumo — e este gap tende a aumentar a cada geração. A maior parte das pessoas que circulavam pela VidCon com um crachá vermelho pendurado escrito “Comunidade” tinha uma média de 15 anos de idade (e quando não tinham 15 anos, provavelmente eram pais acompanhando os filhos de 15 anos). Essa galera se posiciona como criadora de conteúdo em todas as diferentes plataformas — era praticamente regra andar pelo saguão do Convention Center segurando smartphones ou equipamentos de vídeo à frente do rosto, gravando entrevistas, a movimentação do evento, ou a si mesmos relatando o que estava acontecendo.
Outro dado importante é o consumo cada vez maior de imagens e vídeo, em detrimento do texto escrito — 73% da audiência jovem não lê sites que são híbridos entre imagem e texto, como o BuzzFeed, e este número sobe para 96% quando considerados sites prioritariamente compostos por texto, como o Gawker e o Mashable. O desafio hoje em dia é é entender como se aproximar deste público de forma orgânica, promovendo conversas ao invés de impor tendências.
400 horas de vídeo por minuto?
Ain’t nobody got time for that!
Ao dividir as conversas — e espaços — entre comunidade, criadores e indústria, a VidCon consegue promover discussões relevantes em todas as esferas. Os grandes nomes da indústria, por exemplo, mostraram otimismo em relação ao futuro do vídeo online. Em uma era na qual a quantidade de conteúdo produzido é colossal (os dados apresentados por Susan Wojcicki, CEO do YouTube, revelam que já são mais de 400 horas de vídeo enviados por minuto, isso só para o YouTube — se considerarmos todas as plataformas, este número cresce exponencialmente), é preciso buscar cada vez mais maneiras diferentes de se destacar no chamado “mar de saturação” de conteúdo online. Isto envolve a expansão para outras plataformas e mídias, e vimos os principais creators anunciarem na VidCon experiências que complementam o seu produto principal — o vídeo — tais como livros, revistas em quadrinhos, álbuns, filmes, seriados, e até uma estátua de cera (?) da Jenna Marbles, tudo isso para buscarem novas audiências e engajarem seus fãs.
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